Saúde

Fertilização In Vitro faz 40 anos com mais de 5 milhões de bêbes

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Com o aniversário do primeiro bebê de proveta no mundo, Louise Brown, comemorado em 25 de julho, a técnica de fertilização in vitro completa 40 anos em 2018. E, desde então, estima-se que tenham nascido mais de 5 milhões de nascimento por meio do tratamento. A medicina reprodutiva evoluiu, o processo foi aperfeiçoado e a taxa de sucesso que girava em torno de 5%, atualmente chega a 50%.

Antigamente, o óvulo encontrava o espermatozóide em uma proveta. Atualmente, uma pequena placa de vidro é usada para manipular o que vai se tornar uma nova vida.

A indução da ovulação também foi um avanço, já que no início a fertilização in vitro dependia dos ciclos espontâneos da mulher, obtendo-se apenas um óvulo por mês. Com os hormônios indutores da ovulação, é possível captar vários óvulos, o que aumenta as chances de sucesso do tratamento.

Fertilização In VitroDe acordo com a ginecologista e doutora em Reprodução Humana, Layza Merizio Borges, essa não foi a única evolução.

“Com o advento da ultrassonografia, a coleta de óvulos também se tornou mais confortável para a mulher. Antes, era preciso realizar uma cirurgia por laparoscopia, sendo necessária uma incisão no abdômen para captar o óvulo, hoje a coleta é feita via vaginal, guiada por ultrassom, sendo um procedimento minimamente invasivo”, explica a especialista.

Além disso, o ultrassom é essencial para avaliar o desenvolvimento dos folículos ao longo do estímulo hormonal, para avaliar o endométrio (camada do útero em que o embrião se implanta) e para guiar a transferência embrionária intrauterina.


Outra inovação é a ultrassom tridimensional transvaginal para contagem de folículos antrais e para aferição do volume endometrial. Layza fala com propriedade sobre a técnica, que foi tema de sua tese de doutorado, apresentada recentemente no Congresso Europeu de Reprodução Humana (ESHRE), o maior da área de reprodução do mundo. “Em nosso estudo, conseguimos comprovar que a ultrassonografia transvaginal tridimensional é superior na avaliação da receptividade endometrial, quando comparada à ultrassonografia transvaginal bidimensional, usada de forma rotineira no processo, uma vez que possibilita uma avaliação espacial mais exata do volume do endométrio e da sua vascularização, melhorando a habilidade de predizer a receptividade endometrial e aumentando a taxa de sucesso gestacional em cerca de 40%”, esclarece Layza, que aplica na prática sua descoberta, realizando o exame em todas as suas pacientes que se submetem à fertilização in vitro.

Para os casos de infertilidade masculina há a Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóide (ICSI), que consiste na introdução de um único espermatozóide, previamente selecionado, dentro do óvulo, favorecendo a fertilização. “Com a ICSI é possível alcançar a gravidez em casos de alterações seminais severas e vasectomia, por exemplo”, afirma a médica.

Outros tratamentos alternativos a Fertilização In Vitro

Coito Programado

É a forma de tratamento mais simples para infertilidade, estando indicado nos casos de anovulação crônica (síndrome dos ovários policísticos) e infertilidade sem causa aparente, em casais jovens. A técnica consiste em realizar indução da ovulação, administrando à paciente o medicamento citrato de clomifeno e monitorando e resposta ovariana com ultrassonografia transvaginal.

Ao se observar presença de folículo pré-ovulatório, orienta-se o casal a praticar relações sexuais em dias alternados no período fértil. Em caso de atraso menstrual superior a uma semana dosa-se a gonadotrofina coriônica sérica para constatar gestação. Caso não haja sucesso, o tratamento pode ser repetido por até 6 ciclos. Apresenta taxa de sucesso semelhante ao ciclo natural (20%). É um tratamento de baixo custo e que está indicado em cerca de 25 % dos casais inférteis.

Inseminação Intrauterina (IIU)

A inseminação intrauterina envolve a inserção de espermatozoides móveis diretamente na cavidade uterina, que foi previamente coletado e preparado, imediatamente antes da ovulação. Assim, os espermatozoides chegam até os óvulos e trompas, ocorrendo a fertilização e formação do embrião. O procedimento é frequentemente recomendado como tratamento inicial e para os casos de baixa complexidade e indução da ovulação. Dependendo do caso, tratamentos de fertilidade mais complexos podem ser indicados.

 

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Elayne Borel

Socia proprietária da WelcomeGroup e responsavel pelo grupo Mulheres de Negócios ES