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Este artigo tem como propósito dar ao leitor um olhar minucioso sobre o jovem adolescente em busca do desenvolvimento para a idade adulta e suas dúvidas sobre sua vocação e futuro profissional.

Ser adolescente significa estar em um momento de transição entre infância e vida adulta, composto por diversos impulsos físicos, mentais, emocionais, sexuais e sociais. Esta turbulência de mudanças e sensações apresenta-se composta por uma emergência social de respostas e êxitos em prol do futuro.

Qual a Ordem Cronológica do Adolescente ?

Segundo a revista online Adolescência e Saúde, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informa a ordem cronológica do adolescente entre 10 a 19 anos e a Organização das Nações Unidas (ONU) informa sendo dos 15 aos 24 anos. A revista aponta o termo jovem adulto para a faixa de 20 a 24 anos de idade. Em muitos contextos atualmente usa-se de forma englobada os termos adolescência e jovens, somando a estes termos os estudantes universitários e jovens participantes das forças armadas. Para o Ministério de Saúde do Brasil, esta faixa compreende as idades de 10 a 24 anos. O importante neste contexto está em entender o conceito de maioridade sendo analisado pelo ponto de vista legal, estabelecido aos 18 anos. Entretanto outros critérios mantêm-se flexíveis e confusos, dependendo das culturas e dos costumes de cada local.

Apontar as informações acima se faz necessário para trazer aos leitores as diversas definições e leituras sobre esta fase da vida. Entretanto é importante ressaltar o olhar no desenvolvimento cognitivo deste jovem. Como citado no artigo: As emoções do Vestibular: como gerenciá-las com sabedoria? Algumas pesquisas atuais em neurociência apontam a formação cognitiva do adolescente para além dos 25 anos no que tange a formação do córtex pré-frontal (parte cerebral responsável pelo juízo, tomada de decisão e controle de impulsos).  Esta informação somada ao olhar da sociedade sobre este jovem pode gerar situações de conflito, estresse e dúvidas, principalmente quando o assunto é futuro profissional.

Neste contexto o diálogo é muito importante. O dia a dia do consultório psicológico é frequentado por diversos jovens que fazem vestibular para uma determinada área e, após entrarem na universidade, percebem-se com dúvidas e questionamentos. Em muitos casos chegam a desistência do curso e ao retorno aos cursinhos. Este retorno aos cursinhos gera desinteresse e desmotivação para seguir em frente.

O que é vocação?

vocaçãoEm muitos contextos profissionais e sociais, o termo “Vocação” está alinhado a “Ter uma profissão que se ama!”, completada a uma crença fixa de que “amar a profissão não é para todos!”.  Qual o impacto destas interpretações? Esta leitura pode ser vista como possível? Para auxiliar no melhor entendimento faz-se necessário ampliar este conceito para além de um olhar romantizado e distanciado.  Ao buscar a definição de vocação entende-se este termo vindo do latim “Vocare”, cujo significado é “Chamar”. Logo, um “chamado” é sentido, ocorre um desejo de praticar “essa coisa”.

O convite está em dar o entendimento de que orientar vocacionalmente está em oportunizar o encontro com este “chamado”, entendendo poder ser para mais de uma profissão. Então, praticar uma profissão esta sujeita a desafios, desânimos e dúvidas pertinentes a esta jornada. Amar a profissão está em aprender a amar os desafios e ter condições de lidar com os entraves – esta realidade é possível para todos! A visão romântica e as crenças limitantes data ao termo Vocação impedem o jovem de amadurecer para poder entender este olhar, criando uma condição ilusória de sucesso voltado a  “ser feliz no trabalho para sempre!!”.

Ao olhar vocação neste contexto mais ampliado, a escolha profissional deve ser minuciosa e composta por maior consciência de si mesmo ao longo do encontro com os “chamados” sentidos durante a vida. Logo, o trabalho de levantamento vocacional passa por uma necessidade de gerar este encontro do jovem com sua essência. A bateria de testes psicológicos auxilia na interpretação destes chamados interiores.

O papel da Psicologia na orientação da vocação

vocaçãoOs jovens chegam ao consultório cheio destes supostos “chamados” (Muitas vezes são desejos externos ligados a remuneração, indicações de familiares, sugestões da mídia, entre outros).  A psicologia auxilia a lapidar qual é o perfil interno deste jovem  e assim, procura criar uma conexão destas características com estes diversos “chamados”.

Não existe mágica! Orientar quanto à vocação é dar caminhos, de acordo com o perfil apresentado nos testes psicológicos, aproximando as profissões que mais tem haver com aquele o perfil avaliado do jovem.

Uma orientação vocacional bem alinhada representa o leque de diálogo e abertura para com este jovem, oportunizando um espaço seguro e aberto para o mesmo obter um maior encontro consigo mesmo. Assim ocorrem maiores possibilidades de conexão e satisfação com a escolha profissional assumida.

Outro fator importante trabalhado em consultório está no cuidado de lidar com as expectativas familiares sobre as escolhas dos filhos. A psicologia atua durante a orientação vocacional nestes cenários de pressão externa, alinhando diálogo entre pais e filhos. O cuidado com estes pais e suas expectativas pode auxiliar e minimizar os impactos estressantes nos jovens e ampliar o encontro da família com sua essência, colocando a todos nos seus devidos caminhos.

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emoções do vestibular

Patrícia Soares Salomon 

Psicóloga e Hipnoterapeuta Ericksoniana
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