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Negociar dívida: 8 dicas super valiosas

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Na hora de negociar dívida com os bancos em busca de solução que viabilize o pagamento é importante estar atento a vários detalhes. Listei 8 dicas super valiosas na hora de negociar dívida com seu banco.

Veja abaixo as 8 dicas na hora de negociar dívida:

1. Fique atento ao renegociar dívida, se no novo pacto, a instituição irá inserir fiança, aval ou garantia real. Conforme já vimos, quanto mais garantido um crédito para o banco, menor será sua disposição em negociar ou conceder abatimentos. O mundo ideal para resolver a situação é o pagamento a vista da dívida com um bom abatimento.

2. Antes de fechar o acordo peça a um especialista para analisar o seu contrato. Os juros cobrados estão de acordo com o pactuado? Há cláusulas abusivas ou anatocismo? Enfim, há caso em que a dívida já foi efetivamente paga. Se a resposta a estas perguntas forem sim, o caminho neste caso pode ser a via judicial.

3. Dependendo da complexidade e dos valores da dívida, o contato pessoal é mais recomendado que o virtual. A assistência de um advogado expert na área costuma ser fundamental. Notificar extrajudicialmente a instituição manifestando sua vontade de negociar é o início da conversação para fechar um acordo que seja bom para as partes.

4. Conforme já vimos, a importância do fator “tempo” é grande em negociar dívida. Quanto mais antiga uma dívida maior oportunidade de conseguir um bom desconto. Afinal, ela provavelmente já estará contabilizada em perdas no balanço do banco ou foi negociada com empresas que compram direitos creditórios com grande deságio. Mesmo que o valor da dívida pareça alto demais em razão dos altos juros de mora que incidirão durante todo o tempo em que ficou irregular, há possibilidade  de reduzi-los e trazer o valor de quitação, para patamares muito menores.

5. Imóvel, veículo e outros bens dados em garantia. Nestes casos os bancos costumam endurecer na negociação, mas não é impossível chegar a bom termo com a instituição, antes da execução da dívida. Mas é bom antecipar-se para não ser surpreendido.

6. As dívidas caducam após 5 anos? Não é bem assim. Ela apenas não ficará mais visível nos órgãos de proteção ao crédito, mas continuará registrada no BACEN e poderá ser cobrada a qualquer momento, inclusive dos seus herdeiros.

7. Na hora de negociar dívida, fique atento as taxas e tarifas ilegais que podem ter sido cobradas durante a vigência do contrato. Durante uma renegociação o todo deve ser levado em conta para que se entenda perfeitamente os valores em questão.

8. Seja realista: não adianta renegociar dívida apenas por renegociar. Organize seu orçamento e verifique sua real capacidade de pagamento antes de fechar um acordo. Não perca a credibilidade fechando acordos sequenciais e não cumprindo por desorganização financeira. E não se esqueça que o tempo é cruel para quem posterga o pagamento de uma dívida pois os “juros da irregularidade” são altos demais.

Em breve postarei outras dicas sobre o tema aqui no canal.

Abraço!


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Hugo Gaspar

Advogado no escritório João Alexandre de Vasconcellos Advogados Associados, especialista em Relações de Consumo e Direito bancário.

Colaborador do site: clientebrasil.com.br

hugogaspar@javadvogados.com


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Hugo Gaspar

Advogado no escritório João Alexandre de Vasconcellos Advogados Associados, especialista em Relações de Consumo e Direito bancário.

1 Comentários

  1. Hugo Gaspar
    3 de novembro de 2018 Em 1:51 pm

    […] Preparei algumas dicas para os próximos capítulos que ajudarão a conhecer melhor as possibilidades relacionadas a renegociação de dívidas com instituições financeiras. […]

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