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Mercado imobiliário projeta crescimento do setor em 2019

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O mercado imobiliário capixaba vem demonstrando sinais de retomada dos investimentos. De acordo com a pesquisa Indicadores Econômicos, elaborada pelas entidades Ademi-ES e Sinduscon-ES, o mercado lançou e vendeu mais unidades no 2º semestre de 2018.

Quando se compara com os números do 1º semestre, houve crescimento de 17,25 no volume de lançamentos  e crescimento de 17% na comercialização de imóveis no período de julho a dezembro do ano passado. O setor acredita que o desempenho em 2019 será ainda mais positivo.

Em entrevista para o site Welcome Planet, o presidente da Ademi-ES, Sandro Carlesso, traz previsões sobre o futuro do mercado imobiliário capixaba:

Recente pesquisa da Ademi-ES e Sinduscon-ES sinalizou crescimento das vendas e de lançamentos no último semestre de 2018. Esse bom desempenho permanecerá em 2019?Acreditamos que sim, pois a fase mais aguda da crise já passou. Há expectativa de uma melhora ainda mais consistente da economia e o mercado imobiliário tende a se beneficiar com esta estabilidade. O fim do impasse sobre a reforma da Previdência poderá contribuir para um cenário de mais tranquilidade, caso seja aprovada pelo congresso nacional.O mercado imobiliário é um dos setores mais sensíveis aos desdobramentos da economia. É um dos primeiros a sentir o impacto negativo da crise, como também é um dos primeiros a se reaquecer após um período de recessão. É isso, aliás, que está ocorrendo neste momento. Acredito que 2019 será um ano de concretização da retomada dos investimentos e maior liquidez nas vendas.

A que se deve esse otimismo do setor imobiliário?Já estamos vivenciando um momento de redução das taxas de juros e melhora no crédito habitacional para financiamento. Esses dois fatores têm contribuído para o reaquecimento das vendas. Há ainda um aumento da confiança do consumidor com a retomada gradativa dos empregos, controle da inflação e maior estabilidade política. A soma de todos esses indicadores positivos faz com que as pessoas se decidam pela compra de um imóvel.

Quais são as áreas que receberão novos projetos?A expectativa é que os lançamentos se concentrem nas cidades de Vitória, Vila Velha e Serra. Mas também haverá projetos em Cariacica e Viana. Os três primeiros municípios concentram tradicionalmente a maior fatia das apostas. O destaque vai para alguns bairros da capital. Antes havia uma concentração muito forte em Jardim Camburi. Hoje está mais pulverizada com empreendimentos sendo erguidos na Praia do Canto, Bento Ferreira, Praia do Suá e Mata da Praia. Acredito que essa dinâmica se manterá em Vitória.Já em Vila Velha, o setor continuará concentrado na região litoral, ou seja, em Itapoã, Itaparica e Praia da Costa. Mas haverá também projetos fora dessa zona, estes destinados ao segmento econômico. Com relação ao município de Serra, grande parte do volume a ser lançado deverá atender ao perfil de famílias que buscam imóveis mais populares. Os lançamentos devem ocorrer na região da Grande Laranjeiras, com também na macrorregião de Carapina.

O consumidor pode esperar por empreendimentos de todos os perfis?A questão dos perfis depende de cada município. As cidades de Vitória e Vila Velha devem ofertar, majoritariamente, empreendimentos de médio e alto padrão. Essa vocação para este perfil de imóvel na capital tem relação com a escassez de terrenos com viabilidade para projetos econômicos. Já a cidade canela-verde poderá contar com lançamentos populares, mas boa parte dos empreendedores escolhe a faixa litorânea, que são as áreas mais demandadas pelo consumidor e naturalmente tem custo do terreno mais elevado. Os municípios de Serra, Cariacica e Viana devem concentrar a fatia de produtos econômicos, incluindo aqueles enquadrados no Minha Casa, Minha Vida.

O imóvel continua sendo um investimento seguro? Sim. É um bem de raiz, que apresenta valorização a médio e longo prazos, superando em muitos cenários o rendimento da poupança. É um ativo seguro e que pode ser utilizado para atividade de locação, ou seja, ganho de renda extra. Enfim, boa parte dos brasileiros, que conta com reserva disponível, costuma aplicar seus recursos na compra de imóveis.

Quais critérios devem ser avaliados para fazer uma compra para investimento?Primeiramente é preciso ter clareza sobre o objetivo do investimento. Se a intenção é a compra para atividade de locação, vale ficar atento à localização. Se o imóvel ficará próximo das áreas mais buscadas por jovens universitários, como também de espaços corporativos, além de serviços. O ideal é que o local em questão seja de fácil acesso para os principais pontos de trabalho da cidade, das faculdades. Já se o objetivo é moradia, o investimento deve ser pensado como um bem com potencial de valorização. Neste sentido, além da localização, a tipologia também tem papel relevante. Os imóveis mais buscados, por exemplo, são os de dois quartos, com taxa de condomínio com custo médio. Eles são, por excelência, os que registram maior liquidez.

Sustentabilidade: tem novidades neste segmento?O mercado imobiliário capixaba tem apostado em recursos sustentáveis nos novos lançamentos. O emprego de captação de água da chuva já é comum inclusive em empreendimentos econômicos. Já os de médio padrão, por exemplo, tem apostado em equipamentos para geração de energia, por meio de painéis solares fotovoltaicos.  Também há empreendimentos disponibilizando a instalação de pontos de recarga para veículos elétricos e até serviço de bike sharing com bicicletas elétricas.

A inclusão de itens e espaços de uso compartilhado são uma tendência entre os lançamentos? Sim. O mercado imobiliário acompanha a mudança de hábitos da sociedade. Existe uma forte tendência de compartilhamento no Brasil e os novos lançamentos já vem introduzindo alguns itens e ambientes de uso coletivo. O primeiro deles foi o bike sharing – que chegou inclusive antes dos serviços de aplicativos para compartilhamento de bicicletas em Vitória. Mas hoje já existem projetos imobiliários com ambiente para limpeza de equipamentos náuticos, lava-jato, espaços para recebimento de entregas, home-office e lavanderia.

Qual são as orientações para quem está pensando em comprar um imóvel na planta?Vale buscar uma consultoria profissional para tomar conhecimento de todos os trâmites que envolvem a compra de um imóvel, sobretudo, na planta. Este profissional corretor também estará qualificado para encontrar as opções que se adequam ao orçamento e as necessidades da família. O cliente ainda pode visitar os sites e estandes das empresas, buscar informações sobre os trabalhos das incorporadoras e seus produtos disponíveis.

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Karina Santos

Assistente de Jornalismo - WelcomePlanet

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