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Reconstrução mamária resgata autoestima após a mastectomia

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A reconstrução da mama é um procedimento físico e emocionalmente gratificante para uma mulher que perdeu a mama devido ao câncer ou a outra situação. Segundo o cirurgião plástico Humberto Pinto, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, em 90% dos casos, é possível que a reconstrução seja feita na mesma cirurgia que a retirada das mamas, mas muitas vezes, é preciso mais de uma cirurgia para a completa reconstrução dos seios.

“Geralmente é necessário mais de um tempo cirúrgico para a realização da reconstrução mamária. A primeira etapa cirúrgica é de proporções maiores, sendo feitas depois uma ou duas etapas menores. Tudo vai depender da quantidade de mama que foi retirada”, explica o médico.

O cirurgião Plástico Jefferson Vaccari, também membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, diz que a decisão de fazer as duas cirurgias ao mesmo tempo é influenciada por muitos fatores. “A paciente precisará envolver seu cirurgião de câncer de mama, equipe de tratamento oncológico e cirurgião plástico para decidir se esta é uma opção apropriada e indicada”, explica ele.

Humberto Pinto destaca também que a primeira coisa que a mulher precisa ter em mente é que a mama reconstruída nunca será igual a mama que foi removida. “A cirurgia oferece uma mama relativamente natural, mas as cicatrizes estarão presentes na mama e no local doador de tecido, caso isso seja necessário”, diz.

A reconstrução

As principais técnicas para a reconstrução mamária utilizam implantes ou os tecidos retirados. A reconstrução com implante é indicada em casos em que não foi necessária a retirada de muita pele para remover o tumor. Caso a mama não tenha tecido suficiente para receber o implante é utilizado um expansor que mais tarde será substituído pela prótese.

“Já a reconstrução mamária com tecidos do próprio corpo retira músculos e gordura de locais como abdômen, costas e nádegas e é indicada para mulheres que não podem fazer a expansão das mamas. A reconstrução é finalizada através de uma variedade de técnicas para reconstruir o mamilo e a auréola”, explica o cirurgião plástico Humberto Pinto.

Há mastectomias que preservam pele e aréola, e outras, denominadas quadrantes, retiram parte da mama. “Muitas vezes, esses quadrantes podem ser reconstituídos com tecido que a paciente já tem na mama, quando o tumor está em uma localização favorável”, afirma o cirurgião plástico Jefferson Vaccari.

Segundo Humberto Pinto, a recuperação da cirurgia é parecida com a de uma mastoplastia redutora. Em alguns casos é necessário o uso de drenos por um período de três a cinco dias. Normalmente após um período de três a seis meses são realizados os tempos subsequentes. Pacientes com condições clínicas e nutricionais debilitadas e tumores em estágios mais avançados só devem realizar a reconstrução mamária após a melhora desses aspectos.

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