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Pacientes com dor nas costas têm duas vezes mais chances de ter depressão, insônia, ansiedade e estresse

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É estimado que pessoas com problemas na coluna são duas vezes mais propensas a desenvolverem depressão, ansiedade, distúrbios de sono, estresse e até sintomas psicóticos. Todas são condições mais presentes em quem tem dor nas costas do que na população de modo geral.

Porém, a maioria dos estudos não conseguiu confirmar se a depressão é causada pela dor nas costas ou ao contrário. As pesquisas indicam uma relação bidirecional entre dor nas costas e depressão. Isso significa que pessoas com depressão têm mais chance de ter dor nas costas e que pessoas com dor nas costas têm mais chances de ter depressão.

O neurocirurgião Guilherme Rossoni explica que no consultório é muito comum o paciente apresentar um quadro de depressão conforme a dor nas costas se agrava. “O paciente se vê como o chato que reclama demais e que é incompreendido pela família e amigos e acaba se isolando, inclusive, no trabalho”, relata.

O médico esclarece ainda que é importante que a dor nas costas seja investigada e tratada. “Nenhuma dor pode ser interpretada como ´frescura´. Há profissionais totalmente capacitados para diagnosticá-la e tratá-la”, reforça.

Em muitos casos, é preciso o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar envolvendo neurocirurgião, psiquiatra, psicólogo, fisioterapeuta e outros profissionais que possam contribuir com a reabilitação do paciente. “Muitos pacientes têm resistência em buscar tratamento para dor nas costas por acharem que a solução sempre será cirúrgica, porém 90% dos pacientes que sofrem com dores nas costas podem ser tratados com métodos não-invasivos e quando a cirurgia é indicada é pouco invasiva, com alta até no mesmo dia”, ressalta o especialista.

Saiba Mais

A Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) considera três tipos de dor: a aguda, que se manifesta por minutos ou semanas, originada por inflamação, infecção, traumatismo ou outras causas, podendo desaparecer quando tratada; a crônica, que é prolongada, tendo duração de mais de 3 meses, e a recorrente, caracterizada por períodos de curta duração, mas que se repetem com frequência.

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Marcia Lima

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