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Hoje eu resolvi convidar uma amiga nutricionista para explicar melhor para vocês essa diferença entre essas duas fomes que fazem parte da rotina de muitas mulheres! Vamos entender de uma vez por todas?

É curioso ouvir falar na expressão “fome emocional”, não é? Ela é utilizada para se diferenciar da fome física, dita “fome verdadeira”, que representa uma sinalização fisiológica do organismo que chegou a hora de comer. Nestes casos, o sinalizador mais reconhecido é o ronco do estômago. Algumas vezes, pode aparecer como fraqueza, dor de cabeça ou um mal estar inespecífico.

A dificuldade em diferenciar a sensação de fome de outras sensações corporais pode começar na infância, quando os pais oferecem comida como expressão de amor ou premiação. Ao longo da vida as pessoas vão perdendo a capacidade natural de comer quando estão com fome e de parar quando satisfeitas e acabam se desenvolvendo seguindo regras referentes a horários, quantidades e qualidade determinadas por outros, ignorando os sinais de saciedade, intuição e vontade próprias.

A fome emocional é aquela em que fisicamente não há sinalização fisiológica de fome, porém se sente a “necessidade” em comer. Sentido como desejo, mas interpretado como fome, leva a pessoa a comer em momentos que legitimamente o corpo não está necessitando ser alimentado. Ela leva a um comportamento de comer induzido pelas emoções. Representaria uma forma de comer associado à inabilidade de lidar com as emoções indesejadas, como por exemplo, ansiedade, frustações, irritação, raiva ou outras. Frequentemente há sentimento de culpa e arrependimento. Difere-se do comer compulsivo pois não há ingestão de grande quantidade de alimento nem a voracidade típica da compulsão alimentar.

A comida pode ter diversos significados. Muitas pessoas conseguem sentir prazer e culpa ao mesmo tempo, além disso, um cardápio prazeroso é

frequentemente associado como não saudável, proibido e engordativo. O fato é que o conceito de “alimentação saudável” não pode ser associado apenas a determinados tipos de alimentos ou a privações e sacrifícios.

É importante relembrar que comer não é exclusivamente um processo fisiológico, mas é igualmente uma ação afetiva e sociocultural. É necessário resgatar o relacionamento mais saudável com a comida entendendo que o problema não é o ingrediente ingerido, mas o desequilíbrio no consumo dos mesmos.

A melhor maneira de tratar a fome emocional é encontrar uma forma de se confortar sem envolver a alimentação. A comida não conserta e nem resolve os problemas, muito pelo contrário, pode até piorar dependendo da condição do indivíduo.

Nessa situação, recomenda-se identificar a raiz do problema, quais as situações e/ou sentimentos que desencadeiam a fome emocional. Buscar alternativas ao invés da busca pela comida pode ser uma boa opção, música, ioga, meditação, passeios ao ar livre, cinema ou até mesmo tomar um banho. Quando não conseguir evitar o comer emocional, deve-se olhar a experiência como um aprendizado e não como uma falha.

O auxílio de um psicólogo para entender os seus sentimentos e de um nutricionista para mudanças do comportamento alimentar também pode ser uma ótima alternativa no tratamento da fome emocional.

Vamos tentar ter uma relação tranquila com a comida? Não tenha medo da sua fome! Que tal começar a prestar mais atenção em que tipo de fome está sentindo? Você tem fome de quê? Respeite-se e cuide-se, você é a melhor pessoa para saber o que precisa nesse momento. Que tal incluir essa pergunta no seu cardápio?

“Emoções assumidas não vira comida!” (Sophie Deram)

Danielle Oliveira – Nutricionista CRN4 18100015

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