Conteúdo licenciado
Texto de Samanta do Carmo. Fonte: Mongabay Brasil - Notícias ambientais
Republicado pela WelcomePlanet com crédito da fonte. Ver publicação original
MOCUMBA, Zambézia – Moçambique está entre os dez países do mundo com maiores taxas de desmatamento, com perda anual de cerca de 267 mil hectares, com maior índice nas províncias de Nampula, Zambézia e Manica. Por isso, o país definiu, há cerca de 10 anos, a meta ambiciosa de reflorestar um milhão de hectares até 2030 ao mesmo tempo que estabeleceu, em 2025, a meta de restaurar 52 mil hectares por ano até 2029, com um orçamento de 105 mil milhões de meticais (1,65 milhões de dólares). Entretanto, até ao momento, existem apenas 58 mil hectares reflorestados, incluindo plantações que já existiam antes da meta de um milhão, segundo informações coletadas pelo professor e pesquisador na área de florestas, Sá Nogueira Lisboa, Universidade Eduardo Mondlane (UEM). A província da Zambézia, no centro de Moçambique, tem uma das principais áreas florestais do país e apresenta elevada importância para a conservação da biodiversidade, regulação dos recursos hídricos, proteção dos solos, assim como sequestro do carbono e sustento das comunidades locais. Entretanto, é uma das províncias fortemente ameaçada pelo desmatamento e com maior perda de cobertura florestal. Entre 2000 e 2024, por exemplo, a Direção Provincial de Desenvolvimento Territorial e Ambiente (DPDTA) indica que a perda florestal acumulada na província foi de 1,26 milhões de hectares, o que representa cerca de 19% da área total da floresta. Assim, o replantio desempenha um papel essencial na restauração de áreas degradadas, mas o monitoramento precário das espécies após o replantio tem desperdiçado os esforços pela…This article was originally published on Mongabay
Interaja com esta matéria

Participe da conversa